26 junho 2007

Quem me leva os meus fantasmas

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Os fantasmas de que fala a música de Pedro Abrunhosa, são os sem-abrigo do Porto e a vida interrompida por este ou aquele erro, esta ou aquela razão.
Mas a letra de "Quem me leva os meus fantasmas" pode ter múltiplas interpretações. Cola-se a nós pelo menos uma vez na vida.

O cantautor do Porto vive dias de grande inspiração.
Escreve melhor do que nunca. E mesmo a voz, entre o rouco e o desafinado, parece desta vez perfeita para fazer levitar o peso de palavras que nos metralham o cérebro.

Meus senhores e minhas senhoras, "Quem me leva os meus fantasmas".
A canção do ano.

13 comentários:

N.M disse...

De facto é uma bonita canção, ao nivel desse grande senhor que é Pedro Abrunhosa!!!

João Paulo Cardoso disse...

n.m:
E sabias que eu já vi os olhos do Pedro Abrunhosa?

É verdade! Foi há mais de 10 anos, numa foto de revista.

Um abraço.

N.M disse...

LOLOL
E de que cor são?

FL disse...

JP,

Há uns meses fiz um post com o mesmo nome, mas a interpretação era outra. Hoje tenho consciência que os fantasmas fazem falta!

E é sem dúvida uma boa canção... música e letra. E Pedro Abrunhosa É Pedro Abrunhosa.

Beijos

João Paulo Cardoso disse...

Flora:

Como presunçoso criador de epitáfios, aqui vai mais um:

"Ai daquele que não tem fantasmas, porque vive assombrado consigo próprio"

Beijos.

João Paulo Cardoso disse...

n.m.:

Os olhos do Pedro Abrunhosa são castanhos e nada de especial. Nem bonitos, nem feios.

O "cantautor", como agora se diz, tem referido que podemos ver os seus olhos através do seu último disco, "Luz", de onde foi retirado, como 1º single, "Quem me leva os meus Fantasmas".

Pedro Abrunhosa não será o Serge Gainsbourg português (esse é o Jorge Palma, pela genialidade e pelos excessos), mas chega a ser extraordinariamente brilhante no que faz.

E neste caso, tudo o que "Luz" é ouro.

Anónimo disse...

Ainda não consegui ouvir o raio da música porque os computadores por onde tenho passado desde ontem insistem em não me deixar...

Mas estou admirada com a unanimidade aqui revelada em torno do artista (se calhar, quem não gosta absteve-se de comentar).

Sempre gostei do Pedro Abrunhosa. O "Viagens" foi uma pedrada no charco. Não sei se o que faz agora é "mais do mesmo" (argumento habitualmente utilizado pela crítica musical ao fim de uns anos de se ter perdido de amores por um artista; ouve-se muito isso em relação à Bjork, por exemplo), mas gosto.

E ainda recorro imenso a um verso dele: «É preciso ter calma / Não dar o corpo pela alma»...

L.

João Paulo Cardoso disse...

Lena:

Eu tenho lá em casa esse mítico "Viagens"!! Mas não voltei a comprar álbuns do Pedro.


É que sou fã de Colectâneas e Best Offs. Desde que tenha saúde para isso, prefiro deixar passar os primeiros 20 anos da carreira de quem gosto e só depois apanho o autocarro.

E só te digo mais uma coisa:
No dia em que sair um Best Off do Pedro Abrunhosa vai estar muita gente na fila.

Beijos.

Anónimo disse...

Pois...

Eu, pelo contrário, detesto colectâneas e raramente opto pelos Best Of. A não ser de bandas mais ou menos extintas (comprei, por exemplo, um dos Eurythmics e outro dos Fleetwood Mac, sendo que o meu preferido é dos A-Ha... tudo numa onda mais ou menos revivalista).

Regra geral, em relação às maiores bandas que não se limitam a fazer canções avulsas, não troco os álbuns por nada e penso que valem por si. Não há colectânea que substitua cada uma das obras publicadas dos R.E.M., Nick Cave, Pearl Jam, Tindersticks ou, claro, Radiohead. Ou dos Xutos, ou dos Gift, ou... (agora já não parava, foste tocar no meu tema preferido, que queres?!)

No caso do Abrunhosa, até aceito a lógica de uma colectânea. Mas com o "Viagens" à parte, até por ser um marco na história da música portuguesa...

[esta vida são dois dias / e um é para acordar / das histórias de encantar / das histórias de encantar...]

L.

João Moço disse...

Sou admirador do Pedro, ainda não chegou ao patamar da excelência mas anda perto, tenho alguns álbuns que gosto de ouvir nas pausas musicais da minha profissão.

Não canta mas encanta com as letras fantásticas e as composições gloriosas que nos brinda em cada CD, vale todos os euros gastos na sua obra, curioso, é o único criador musical português que ainda não assisti ao vivo.

av disse...

Isto hoje está uma tertúlia de melómanos!
Bom paralelo Gainsbourg-Palma. São de facto comparáveis em muitas coisas, mas eu gosto mais do Palma. E se não fosse português teria ido bem mais longe, mesmo com aquele comportamento anarca que ele tem e que dá cabo de uma possível carreira.
Quanto ao Abrunhosa, acho-o um excelente letrista, um bom compositor (vê-se que percebe de musica a fundo e que não aprendeu na Independente...) e um cantor em processo de evolução. Não porque cante muito melhor mas porque deixou, pelo menos, de desafinar. Perdoem-me os fãs, mas ele cantar não canta. Mas enfim, a verdade é que encanta quase sempre. Só é pena ser tão presunçoso...
Continuo a preferir o Jorge Palma, mas gostos não se discutem.

Ana

João Paulo Cardoso disse...

Lena, João e Ana:

Acho que este foi o blog que mais vezes falou do Pedro Abrunhosa, agora que ele lançou o novo álbum!!

Devíamos ter parte dos lucros!!

av disse...

Por mim, alinho na petição para a divisão de lucros. Mas não tenho muita esperança, até disse que ele desafina...
Ó Pedro, eu estava a reinar contigo! Até acho que cantas melhor do que o Plácido Domingo, juro!!

Ana