03 setembro 2008

AnimaVerão - Candy Candy


10. Candy Candy


Em 1983 tinha 12 anos e as raparigas bonitas ganhavam, para mim, muito mais importância que as borbulhas, embora durante muito tempo não tivesse nem umas, nem outras.
Foi quando a RTP - não havia mais nada - começou a transmitir "Candy Candy", uma série japonesa de animação com nome de máquina de lavar.

A adolescência começava a despontar e não escondo que olhava para a pequena Candy com olhar guloso.
A boneca, loura de olhos azuis, vestinho curto e cuequinha branca sempre à mostra, porque os japas são danados para a brincadeira, teria mais ou menos a minha idade, por isso esqueçam esse insulto pedófilo que estão para aí a congeminar.

Esta série estava para as meninas pré-adolescentes da altura como hoje está "O Sexo e a Cidade" e "Donas de Casa Desesperadas" para as mulheres que têm anseios de promiscuidade.
E isto porque a série, de 115 episódios, contava as atribulações de uma jovem que sai do orfanato para servir como criada de uma casa abastada, iniciando uma vida de aventuras, amores, desilusões, tragédias e sacrifícios.
Só faltava dizer que os desenhos animados também se levantam às seis da manhã e têm que ter dois empregos para pagar as contas ao fim do mês...

3 comentários:

Mariazita disse...

Isso foi chão que deu uvas!
Desenhos animados desses estão completamente fora de moda.
As pobres crianças de hoje estão sujeitas a ver desenhos com cenas de violência, guerras, lutas, enfim, o que as prepara para a vida que as espera.
Tema bem desenvolvido.
Beijinhos
Mariazita

João Paulo Cardoso disse...

Mariazita:

Wellcome back.
Fique a saber que aqui o chão vai continuar a dar muitas uvas deste género, até porque se diz que o vinho quanto mais velho melhor.
Com os desenhos animados sucede o mesmo.

Até Novembro, vai continuar por aqui, mais ou menos a meio da semana, o "AnimaVerão".
Sem cenas de violência e com muita nostalgia.

Beijos.

eli disse...

candy candy foi sem duvida a minha série preferida, ela era sensual, inteligente, bonita e no entanto a vida nao lhe corria às mil maravilhas. acho que no fundo mostra que nem tudo na vida é como desejamos... talvez seja isso que falta nos nossos dias aos nossos miudos, que acham que podem ter tudo à sua maneira.
elisabete