19 outubro 2009

Blind Date no Estoril


Se há quem faça 120 quilómetros para comer um bom Polvo à Lagareiro, porque não haveria eu de fazer 60 para conhecer um bom Povo Cavalheiro?

Sábado à noite, o Wolks prateado rumou ao Estoril onde iria decorrer o blind date do blog "Porta do Vento", de Ana Vidal.
Vagamente associavam-se nomes a blogs e pouco mais.

O mediatismo da escritora Rita Ferro colocavam-na noutro patamar.
Ouvira-se falar de João de Bragança, o presidente da Acreditar.
A Ana Vidal tem trabalho reconhecido.
Os outros também.

Eu fui como portador de uma monumental dor de cabeça e como autor das patuadas escritas à sexta-feira no "Lapsus Linguae".
Crónicas-muesli que às vezes reedito aqui.

O Walter e a Rexy fizeram as honras do acolhedor porto de abrigo e merecem nota máxima pela hospitalidade.

Cotação alta também para o rosbife, o pudim de peixe, o risotto, a salada walteriana e a bomba calórica que deveria ter vertido um pouco no bolso das calças para comer no caminho de volta.
Realmente, não me sei comportar.

No quadro de honra da tertúlia no Estoril, tem que constar claramente o momento ímpar de um piano ritz on the rocks, as histórias de cada um e as habilidades de escritores como a Rita que, não bastasse rendilhar prosa digna de tratado sociológico que deveria ser esmiuçado nas universidades deste país (livro novo a sair) ainda o faz exercitando as falanges de todos os quirodátilos.

Chegar à conclusão que escrevi estas 34 linhas queimando a cabeça dos dedos indicadores, é só um ponto de partida que evidencia que a linha de chegada está bem mais longe que o Estoril.

E pensar que, mesmo assim, abriram-me a porta.

Espantoso.

Nunca despreze o poder de meia dúzia de tortas de Azeitão e de uma garrafa de moscatel.

20 comentários:

Rita Roquette de Vasconcellos disse...

querido João Paulo
dificil descrever o que o seu post fizeram a 75% dos meus sentidos
e dizem que os sentidos são 5 ... apenas 5 .. duvido!
vou recortar as suas palavras e colá-las na gaveta onde os bolsos se costuram e as almas se cruzam.
O Walter não percebe nada destas coisas e acabou por adormecer no sotão sem se lembrar que tinha visitas e algumas para o ver. deixo-lhe um abraço e fui eu que tive gosto em receber-vos num jantar que nem tortas de Azeitão faltaram.
um beijo
Rita

JB disse...

Foi um gosto conhecê-lo, João Paulo. À Teresa também. Pela distância que separa o seu ponto de partida do ponto de chegada de todos - a medalha de ouro da lonjura é vossa - vocês mereciam ter levado tudo o que era restos alimentares para poderem fazer um descanso nesse pinhal que é novo. Ficavam as tortas de Azeitão e o Moscatel, que só pesaria no seu Wolks.
Um abraço e até breve.
PS: o que é um quirodátilo?

ana v. disse...

Ora, ora... se aparecesses sem as tortas de Azeitão e o Moscatel verias que, mesmo assim, todas as portas do Estoril estariam abertas para ti. Dito isto, e porque eu ADORO as duas coisas, estás dispensado de fazer a experiência. Podes trazer sempre uma tortazita que ninguém se ofende...
Beijos

Manuel disse...

João Paulo, as palavras são ajustadas à amizade bloguista, e sobretudo mercedoras por inteiro nos agradecimentos à nossa anfitriã.

Mas fiquei todo corado com o estar incluído, por distracção sua presumo, dado que o efeito dos fluídos do nosso amigo Baco já se terão entretanto desvanecido por inteiro, nos que tem trabalho reconhecido...

Dificilmente será conhecido...impossivel ser reconhecido...

Um abraço esse sim reconhecido!

Sun Iou Miou disse...

Tu não te menosprezes assim tanto, que se não escrevesses tão dignamente como eles e elas, nem eu me molestava em me deslocar até aqui nem na Porta do Vento te abriam a porta.

(Vou, que já estão aí querendo entrar os anónimos.)

João Paulo Cardoso disse...

Rita Roquette de Vasconcellos:

Eu é que agradeço tudo, uma vez mais.

Ah!
Pelo sim, pelo não convém manter discreta essa "gaveta onde os bolsos se costuram e as almas se cruzam".

Não vá a Rexy revirar tudo de avesso ;)

Beijos.

João Paulo Cardoso disse...

JB (15 anos?!):

Ok, o Wolks pode ser pequenino ao pé de outras máquinas estorilenses, mas daí até vir carregado de "restos alimentares"...

Um pterodáctilo é uma espécie de dinossauro desaparecido há milhões de anos, mas acho que não foi isso que perguntou pois não?

Um abraço e continue sempre a Acreditar.

João Paulo Cardoso disse...

Ana V:

Quer me parecer que faria bom negócio se tivesse junto ao Casino do Estoril uma bancazinha com tortas de Azeitão e outras guloseimas do género.

E pensar que mesmo apreciando os prazeres da boa mesa, a Ana revelou-se uma Maitê made in Portugal!

Beijos.

João Paulo Cardoso disse...

Manuel:

Reconheço que o que conheço mesmo que pouco conhecido é reconhecido com o apreço que não reconheço ao desconhecido.

Um abraço.

João Paulo Cardoso disse...

Sim:

A "Porta" encostou a porta, mas o que importa, se me suporta como se eu realmente importasse?

(tenho que parar com isto...)

Beijos, fiel leitora.

Luísa disse...

Sobre os trabalhos reconhecidos, estou como o Manecas, João Paulo. Mas gostei imenso de nos (re)conhecer a todos. ;-)

Anónimo disse...

Queridíssimo João Paulo: desculpa o atraso, mas há muito que perdi o controlo sobre o tempo, os deveres e os afazeres! Foi um enorme prazer conhecer-te «ao vivo», e sentir que te equilibras bem com a tua prosa: são os dois fantásticos! Um grande abraço e, tal como prometi, na próxima vez será em minha casa. Só te posso para levar uma contribuição: a mesma que levaste desta vez e é adorável, mas que, com grande pena minha, não conversei tanto como gostaria! A Marge Simpson - sim, a da bd - tem uma frase extraordinária que ilustra bem a nossa noite: «um desconhecido é um amigo que não se conhece». Grande abraço de amizade e desculpa se venho pouco aqui. Não tenho tempo, mas isso não é desculpa. Sou desorganizada, é mais isso. Até breve, Amigo!

Rita Ferro

João Paulo Cardoso disse...

Rita Ferro:

Percebo perfeitamente que reste pouco tempo em agenda para visitar este blog, mas atrevo-me a pedir,à Rita e a todos, que reservem cinco minutos por dia para um ritual eldoradenho tão reconfortante no Inverno como uma chávena de cacau quente.

Muito gosto em conhecê-la pessoalmente Rita.
E até breve.

Beijos.

João Paulo Cardoso disse...

Luísa:

A forma como escreve, a sensibilidade com que fotografa, a empatia que imediatamnet provoca quando convive, mesmo com desconhecidos, deverão muito brevemente ser conhecidos à escala global.

Lá se vai o sossego, não é?
;)

Beijos.

fugidia disse...

Venho aqui dizer (sem atchins, só com tosse...) que, quando quiserem, há mais bomba calórica lá em casa e que não há necessidade de a levarem nos bolsos... ;-)

Um beijinho aos dois e obrigada :-)

João Paulo Cardoso disse...

fugidia:

Não tenho a certeza se os americanos vão gostar de saber que guarda em casa um arsenal desse calibre.

Se da última vez invadiram o Iraque e nem bombas calóricas havia...

Beijos e as melhoras.

ana v. disse...

Maitê, moi????????? Mas que raio de barbaridades disse eu para merecer tal comparação?

É assim que agradeces, meu isto, meu aquilo? Hás-de ter muitos amigos...

fugidia disse...

lolol
:-)

João Paulo Cardoso disse...

Ana V.:

Esqueci-me que, nos dias de hoje, chamar "Maitê" a alguém, é uma afronta sem igual.

Assim, para não reeditar aqui a "Guerra dos Sexos", retiro o que escrevi.

Beijos.

ana v. disse...

Ah, assim está melhor.
Vou encerrar o assunto presumindo que andaste a beber do teu homónimo Moscatel, coisa que não te censuro...